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Comissão vai discutir diretrizes dos cursos técnicos PDF Imprimir E-mail
Qui, 27 de Dezembro de 2018 11:24


O Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) instituirá uma comissão para discutir a partir do início do próximo semestre as diretrizes dos cursos técnicos da instituição.

 


A comissão será composta por docentes, representantes de áreas técnicas, coordenadores e professores das áreas do conhecimento da formação geral. O grupo levará a discussão diretamente à comunidade acadêmica por meio de consultas por email, Link Digital e também pela participação em fóruns, já que a proposta é de que o processo seja coletivo. As reuniões dos membros da comissão devem ocorrer por videoconferência.

A comissão, que ainda terá os nomes dos integrantes divulgados, elaborou um banco de dados para compilar os conteúdos que são trabalhados em pelo menos um curso técnico integrado de cada câmpus. “Percebemos que já existe uma identidade nos cursos. Por isso a importância das diretrizes, que trazem como é distribuído o conteúdo e como podemos criar essa identidade da instituição quanto aos cursos técnicos”, explica o diretor de Ensino do IFSC, Orlando Campanini.

As novas diretrizes podem, por exemplo, conforme explica Campanini, ajudar a incentivar a certificação intermediária, que já é uma proposta do IFSC. Essa modalidade permite certificar os estudantes a cada conjunto de competências adquiridas no decorrer do curso.

“Na educação profissional seguimos a resolução nº 6 de 2012, que são as diretrizes do ensino técnico. Então, o entendimento dentro do fórum dos dirigentes de ensino, de modo nacional, é de fortalecer o técnico e principalmente o currículo integrado ao ensino médio”, explica Campanini.

A ação surgiu a partir da validação de diretrizes indutoras para a oferta de cursos aprovadas pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), em setembro deste ano. O documento servirá de referência para a regulamentação das diretrizes pelos colegiados das instituições.

As diretrizes indutoras têm como objetivos a garantia da prioridade de oferta para cursos técnicos, dos princípios da formação integral como concepção pedagógica e da permanência e êxito dos estudantes como elementos fundamentais para garantir a inclusão social.

Currículo deve garantir formação integral

O IFSC é regido por um Projeto Pedagógico Institucional, o PPI, documento que, além de registrar o processo de construção da identidade institucional, manifesta o ideal de educação e dá suporte para a avaliação das ações educativas programadas pela instituição.

O PPI, que está em conformidade com a Lei nº 9.394/1996, sobre as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, também foi atualizado em dezembro e será apresentado a comunidade acadêmica em fevereiro.

Conforme a atualização das diretrizes nacionais curriculares pelo Ministério da Educação (MEC) recentemente, a Pró-Reitoria de Ensino (Proen) do IFSC entende a necessidade de garantir um currículo que possibilite a formação integral. A reformulação do MEC alterou pontos como estruturação de disciplinas, carga horária e possibilidade de ensino a distância.

“A infraestrutura física do IFSC e o potencial humano possibilitam a continuidade de currículos que promovam a formação integral dos estudantes. Precisamos dar garantia de continuidade de conteúdos das artes, sociologia, filosofia e demais áreas do conhecimento, e as diretrizes devem ir nesse sentido, organizando um currículo que tenha o trabalho como princípio educativo, os conhecimentos das áreas de formação de modo integrado e a indissociabilidade entre educação e prática social”, ressalta Campanini.

Por Isadora Vicente | Estagiária de Jornalismo do IFSC
 

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